quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Liga da Justiça - Análise e projeção do Universo DC no Cinema

Filmes Análise
Por Fábio Alves





















Lançado em 16 de novembro de 2017, Liga da Justiça é mais um passo da Warner/DC em estabelecer seu universo nos cinemas. Mas ocorre que ela ainda não encontrou o tom. Iniciado em Homem de Aço, e seguindo com Batman vs Superman - A Origem da Justiça, ela procurou ouvir os fãs mas acaba não estabelecendo um padrão, tão consistente no universo da Marvel. Entre escorregadas com o Esquadrão Suicida e méritos com Mulher Maravilha, ela mais uma vez muda a atmosfera tentando agradar a "gregos e troianos".



Ocorre que muita gente chiou com o tom mais dark de Batman vs Superman, e com a ótima recepção de Mulher Maravilha, com seu ar mais aventuresco, Liga da Justiça tenta ser um meio termo entre os dois, trazendo até piadas gerando um clima mais leve. Mas se leva a sério quando precisa. E aí vem o mérito do filme. 





Com um elenco afiado e muito bem entrosado, principalmente nas cenas de ação, cada um dos heróis tem seu tempo certo e bem dosado. Muito bem caracterizados, traz um Batman menos amargurado como um lider de um grupo frente a uma ameaça alienígena do Lobo da Estepe. É um vilão clássico e genérico que enfrentam, mas há boas espectativas para o futuro da franquia conforme entrega cenas pós créditos. Mas Darkseid, esperado grande vilão do universo DC, é apenas mencionado.




E Superman retorna triunfante e poderoso, fechando o grupo clássico, com destaque para um jovem Flash, Mulher Maravilha trazendo sua ótima performance e um carrancudo e inesperado Aquaman. O Ciborgue talvez seja o menos interessante. Mas como grupo heróico tudo funciona muito bem, com direito até a temas clássicos de Batman e Superman. 








Seu roteiro é simples, enxuto até demais e entrega esse clima mais aventuresco, se tornando um bom filme. Mas poderia ter sido épico se não fosse tão picotado em decorrência de ter tido dois diretores com visões diferentes. 







O que se espera do futuro da Liga e de todo o universo DC é que a Warner/DC tome uma decisão quanto a continuidade. Parece ter largado a ideia de um universo compartilhado pois aparentemente seus filmes funcionam melhor abordando os herois com seus filmes próprios. Já estão engatilhados Flash, Aquaman, Mulher Maravilha 2 e The Batman. E acertando o tom dessas produções, respeitando principalmente as características das hqs de cada um de seus heróis, estará no caminho certo.   

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Vulcano - Existiu ou não esse planeta?

Curiosidades Astronomia
Por Fábio Alves



Esse suposto planeta permeou as pesquisas de diversos cientistas e astrônomos do mundo todo por mais de meio século. Alguns cálculos demonstravam haver além da órbita de mercúrio, ou seja, mais próximo ainda do Sol, um planeta escondido e difícil de detectar. E essa dúvida permaneceu por um longo tempo.





Litografia de E.Jones e G.W. Newman




Recebendo até um nome bacana, Vulcano, ele foi uma das coisas mais enigmáticas e controversas no estudo do sistema solar. Tudo por causa de Urbain Joseph Le Verrier, que em 1859 era um renomado astrônomo e diretor do Observatório de Paris. Relatou que só um planeta seria capaz de produzir a perturbação anômala apresentada pela órbita de Mercúrio. E mesmo antes dele alguns estudos do sistema solar elaborado para escolas e universidades demonstravam essa discrepância, sendo inclusive demonstrado em uma litografia de E. Jones & G.W. Newman, de Nova York.







Netuno



Essa relevância dos estudos de Le Verrier se deu por ter provado, treze anos antes, que uma anomalia parecida da órbita de Urano poderia haver outro planeta interferindo. E se provou ser o planeta Netuno, desconhecido à época.  No caso de Mercúrio a incógnita era o seu periélio (o ponto em que um planeta se encontra mais próximo do Sol) que parecia mudar sensivelmente a cada órbita. 







Assim Le Verrier, seguindo a lei da gravitação universal formulada por Isaac Newton em 1687, aplicou o mesmo método usado para descobrir Netuno. Chegou a ter na epoca uma suposta observação de um pequeno ponto preto oposto ao Sol no telescópio do médico Edmond Modeste Lescarbault onde ele anotou tamanho, velocidade e duração do movimento. Com todos esses dados, Le Verrier anunciou em 1860 a descoberta do novo planeta.




Porém como tudo tem de ser revisado pela ciência e confirmado por diversas fontes e especialistas, o novo planeta era dificílimo de detectar, sendo um dos últimos mistérios do sistema solar. Décadas posteriores, por diversas vezes o planeta foi confirmado e negado. Até a chegada do lendário Einstein.




Albert Einstein

Quando em 1915 Albert Einstein trouxe sua Teoria da Relatividade, jogou por terra todas as análises até então vigentes. Logo apresentou a discrepância da órbita de Mercúrio explicando que o espaço e o tempo não são estáticos. Observou que um objeto maciço (Sol) foi capaz de dobrar o espaço e o tempo e ainda alterar o caminho da luz. Assim um raio, quando passa próximo ao Sol, sofre uma curvatura. E ainda demonstrou que a relatividade geral predizia a diferença observada no periélio de mercúrio.




Leonard Nimoy como um alien do planeta Vulcano em Star Trek



Portanto esclareceu brilhantemente um dos maiores enigmas do sistema solar, onde Mercúrio, de acordo com sua teoria, não estava tendo a órbita alterada por nenhum outro objeto, tendo se deslocado por um espaço-tempo distorcido. E aparentemente não há mais nada além de Mercúrio. E planeta Vulcano só em Star Trek mesmo.





sábado, 28 de outubro de 2017

Samsung Galaxy Note 8 - Lançamento e análise

Gadgets Análise
Por Fábio Alves


O problemático Galaxy Note 7 chegou ao mercado há pouco mais de ano em vários lugares do mundo com sérios problemas de bateria. Aquecimento exagerado e até explosões causaram a retirada do gadget do mercado, nem sendo lançado no Brasil, trazendo uma enorme dor de cabeça para a gigante Samsung. Não foi só o aparelho e sua linha que ficou desgastado mas a própria imagem inabalável da gigante coreana. Assim após inúmeros pedidos de desculpas e reafirmando a reparação dos problemas de hardware, volta a Samsung com a série Note, trazendo o caríssimo Galaxy Note 8, com sua arquitetura muito similar ao ótimo Samsung Galaxy S8. 



Mas o que vem de novo?




Logo de cara percebe-se que o Galaxy Note 8 é um Galaxy S8 plus com 0,1 polegada a mais de tela e menos curvas. A razão de trazer menos curvas que o S8 é por causa da caneta tátil S Pen. Precisa mais espaço em tela para escrever com essa caneta. Visualmente está mais quadrado, com um acabamento ainda premium porém mais profissional.








Outra novidade interessante é que pela primeira vez a Samsung traz câmera dupla para o aparelho (uma tendência que esta tomando o mercado) com ambos os sensores trazendo estabilização ótica, 12 megapixels em cada, aparentemente com muita mais qualidade do que alguns modelos de smartphones disponíveis.









Além da S Pen como diferencial para o smarphone S8 convencional, traz as mesmas proteções IP68 para água e poeira, além de uma fabulosa tela Super Amoled de 6,3 polegadas com resolução de 2960 x 1440 pixels com display infinito, garantindo cores fortes com ótima visualização mesmo sob forte luz solar sem perder ângulo de visão. E trouxe a entrada de fones convencional, sem inventar moda como o mercado anda fazendo.





Em desempenho o Note 8 é similar ao S8 Plus, com mesmo processador Exynos 8895 Octa, trazendo oito núcleos e placa gráfica GPU Mali-G71 MP20. Mas vem com 2 GB extras de memória, totalizando 6 Gb de RAM e com opções de 64 GB, 128 GB e 256 GB de memória interna. Tudo gerenciado pelo Android 7.1 Nougat. Voltando a grande polêmica da bateria, a Samsung vai tentar minimizar o problema com uma capacidade um pouco menor que o S8, mais ainda muito boa, trazendo 3300 mAh, sendo que o Note 7 tinha 3500 mAh. 



Concluindo

Trazendo o Galaxy S8 plus como base, procurou melhorar em tudo adaptando para um novo hardware e otimizando para a série Note. Muito bonito visualmente e rápido, traz até 256 GB de memória interna, 6GB de RAM e câmera dupla de 12 Megapixels cada, além da obrigatória caneta S Pen. Saindo pela bagatela de R$ 4.799,00 (preço médio no mercado) é o smartphone mais caro da Samsung. Esperamos que os graves problemas tenham ficado pra trás e recupere assim a imagem da empresa nessa linha premium, visto ser sinônimo de alto padrão e luxo.