sábado, 4 de janeiro de 2020

Quando a humanidade voltará a lua ?

Curiosidades
Por Fábio Alves



A humanidade sempre foi fascinada pela lua. Aquele astro brilhante, sempre nos mostrando a mesma face, foi testemunha de toda a história humana até aqui. E lhe fizemos a primeira visita em 1969 e a última em 1972. Mas em pleno 2020 o que se pergunta no âmbito da ciência é quando voltaremos lá. Quais condições e expectativas temos para esse retorno. São alguns detalhes que quero compartilhar.



Expectativas

Em 2017 os EUA estabeleceram uma meta de retorno a lua até 2028. Esse prazo foi reduzido para 2024 a pedido do governo americano em decorrência de ambições espaciais da China que tem avançado muito nessa área. O objetivo agora é estabelecer uma base de longo prazo, onde irá aproveitar possíveis recursos lunares como insumos.



Da Universidade Open no Reino Unido, a estudante de doutorado Hannah Sargeant está trabalhando para fazer exatamente isso, usando um mineral chamado ilmenita, que é abundante na Lua, e que ao ser aquecido extrai oxigênio, que combinado com hidrogênio pode gerar água. Segundo palavras dela: "Sinto que minha geração definitivamente vai conseguir fazer isso. Estou confiante que isso vai acontecer até o fim da minha vida, que teremos pelo menos uma habitação permanente em órbita ao redor da Lua, com subidas e descidas frequentes para a superfície."




Então a expectativa é essa, de manter uma base permanente de pesquisa e exploração com ambições maiores de chegar até Marte a partir dela. Segundo palavras do administrador da NASA , Jim Bridenstine: "Não vamos voltar à Lua para deixar bandeiras e pegadas e então não voltar por outros 50 anos. Vamos de maneira sustentável — para ficar — com aterrissadores, robôs, rovers e humanos."






Condições




Mas como empreender esse projeto sendo que equipamentos essenciais ainda não foram nem construídos nem testados? Ainda há muito a ser desenvolvido e testado principalmente se quiser se manter lá a longo prazo, focando as condições biológicas humanas e sustentabilidade alimentar. Essa missão será chamada de Ártemis, e há uma otimista expectativa de ida da primeira mulher a lua. A Nasa tem hoje 38 astronautas em atividade na qual 12 deles são mulheres. 






Esses astronautas vão enfrentar diversos perigos ao trabalhar na superfície lunar desde a gravidade, a perigosa poeira lunar, que causa graves problemas respiratórios e a inevitável radiação. Ainda será necessário encontrar uma solução para todos esses problemas. A radiação é um dos maiores desafios pois é cerca de tres vezes maior do que na órbita causando ao longo prazo câncer e doenças cardiovasculares. Há também de se preocupar, no caso de uma base permanente, com as tempestades solares e uma forma efetiva de se proteger.




A nave de última geração da Nasa é a Orion, onde seu módulo de tripulação tem tido o mais dedicado desenvolvimento. Seu formato cônico lembra os módulos de comando da Apollo, evocando a "era de ouro" da exploração espacial. Comparada à Apollo, a Orion é muito mais densa em termos de suas capacidades por metro cúbico e seus quatro computadores de vôo podem fazer praticamente tudo na nave sem intervenção humana, tornando a nave autossuficiente.




Outra parte importante do plano de retorno à Lua é o foguete que vai carregar a Orion para o espaço. Chamado de Sistema de Lançamento Espacial (SLS, na sigla em inglês), o foguete é mais alto que um prédio de 30 andares e será capaz de lançar pesos de até 130 toneladas. A Nasa também quer construir uma estação espacial na órbita lunar, onde os astronautas possam fazer uma parada antes de ir para a superfície, chamada de Gateway. O objetivo é ser um entreposto para chegar à superfície da lua e depois a Marte.


Mas qual o custo disso tudo? Exorbitante. Não seria melhor uma parceria com empresas privadas como a SpaceX de Elon Musk ou a Blue Origin do homem mais rico do mundo, Jeff Bezos? São questões ainda a serem levantadas em um mundo muito mais complexo do que quando o homem foi a lua em 1969.
  





sábado, 14 de dezembro de 2019

The Game Awards 2019 - Os Premiados

Games
Por Fábio Alves



Recentemente ocorreu a The Game Awards 2019, uma premiação que a cada ano que passa, ganha mais relevância pelos trailers de anuncio de novos jogos quanto pela expectativa de escolha de jogo do ano.









Além de novos jogos anunciados, com destaque para Godfall para o vindouro Playstation 5, foi revelado também o novo Xbox, chamado de Serie X, um nome um tanto confuso que parece remeter a algum portfólio da linha.








Mas três jogos se destacaram e um acabou decepcionando. Disco Elysium foi uma grata surpresa esse ano. Um rpg profundo, com camadas de decisões sociais e políticas, com um roteiro absurdamente criativo foi o grande destaque levando quatro prêmios. 




Death Stranding, que era um dos maiores indicados acabou ficando com o prêmio de melhor trilha sonora, que é absurdamente ótima e direção com o icônico Hideo Kojima.







Sekiro: Shadows Die Twice ficou com justiça com o prêmio de jogo do ano, além de melhor jogo de ação e aventura. Um prêmio mais do que justo para o seu criador Hidetaka Miyazaki pois o mesmo foi o criador da lendária série Dark Souls há mais de 10 anos que moldou todo um novo estilo de jogo e sua importância agora foi reconhecida.







Resident Evil 2 Remake, um dos melhores jogos do ano, não levou nenhum prêmio na qual achei injusto pois é um jogo excepcional em todos os quesitos e poderia ter sido premiado em pelo menos duas categorias.






                                    


Mas vamos aguardar com ansiedade os novos jogos para o ano que vêm com a chegada da nova geração.

     

sábado, 9 de novembro de 2019

Mistérios do Mundo - Hypogeum da Ilha de Malta

Curiosidades
Por Fábio Alves


Malta - Uma ilha milenar



Situada a 80 km do sul da Sicília e ao norte da Tunísia, Malta é uma das mais de 200 ilhas do Mediterrâneo. O país é um dos menores da Europa e, na verdade, é também considerado um arquipélago, pois são três as ilhas que fazem parte de Malta: Comino, Malta e Gozo. Até 1964, Malta era de domínio britânico, por isso alguns costumes ingleses ainda fazem parte da cultura do país. Um exemplo é o trânsito, que funciona em mão inglesa e a região mais preservada de Malta é o Hagar Qim, com um templo construído há cerca de 5 mil anos. Segundo estudos ela é habitada desde cerca de 5200 A. C. e foi uma área importante para uma civilização pré-histórica anterior aos fenícios, os sicilianos.



Hypogeum de Hal Saflieni

Considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, o Hypogeum de Hal Saflieni foi descoberto acidentalmente em 1902 por um trabalhador que estava construindo as fundações de algumas casas na ilha de Malta. Foram descobertas uma grande riqueza de material arqueológico, incluindo cerâmicas, ossos humanos, ornamentos, amuletos, animais esculpidos e imagens diversas. Tudo é formado por uma série de câmaras elípticas e alvéolos diversos, com acesso por variados corredores.







As paredes megalíticas são construídas de alvenaria ciclópica, formada por grandes blocos irregulares de pedra calcária sem argamassa e revestidas de pedra comum e obsidiana. O Hypogeum originalmente foi concebido como um santuário ou oráculo, e a partir do período pré-histórico foi transformado em um ossário, como corroboram os restos de mais de sete mil ossadas descobertas ao decorrer das escavações.









Pinturas curvilíneas e espirais em ocre vermelho ainda são visíveis em algumas áreas. Nesse local em 1905, foi encontrada uma pequena estátua denominada “Sleeping Lady”, considerada um dos maiores tesouros de Malta. Entre as curiosidades detectadas, sem dúvida a maior são propriedades acústicas encontradas no interior das suas câmaras. 





Estatua "Sleeping Lady"





Há uma sala central que é conhecida como “A sala do Oráculo” onde qualquer som que seja feito é propagado para todos os compartimentos do complexo na mesma intensidade. Especialistas dizem que foi usada uma espécie de ressonância fractal não-linear. Descobertas recentes indicam que essa ressonância de ondas sonoras, de micro-ondas ou magnéticas pode alterar a matéria de formas inimagináveis. Teorias dizem que ela teria sido usada para escavação, levitação, corte e polimento das rochas. 






Segundo relatos quando se está dentro do Hypogeum é como estar dentro de um grande sino, onde é possível sentir o som vibrar muito além dos ouvidos, dentro de todo o corpo, inclusive nos ossos e na pele. Pesquisadores descobriram que esse som ressoa a 110 Hz dentro da câmara do Oráculo e sugerem que propriedades acústicas com esse som reverberante afetam as emoções humanas. 





Poderia então ter sido projetada intencionalmente de maneira que pudesse afetar a psique das pessoas ou usada como uma poderosa ferramenta mística durante rituais. Portanto é um passado que se revela extremamente avançado, e que guarda consigo instigantes mistérios a serem desvendados neste nosso tempo presente. O que levou este povo a construir tal estrutura, qual sua motivação, por que em subterrâneos? Perguntas que ficam ainda sem respostas e um dos maiores mistérios do mundo.