sábado, 9 de novembro de 2019

Mistérios do Mundo - Hypogeum da Ilha de Malta

Curiosidades
Por Fábio Alves


Malta - Uma ilha milenar



Situada a 80 km do sul da Sicília e ao norte da Tunísia, Malta é uma das mais de 200 ilhas do Mediterrâneo. O país é um dos menores da Europa e, na verdade, é também considerado um arquipélago, pois são três as ilhas que fazem parte de Malta: Comino, Malta e Gozo. Até 1964, Malta era de domínio britânico, por isso alguns costumes ingleses ainda fazem parte da cultura do país. Um exemplo é o trânsito, que funciona em mão inglesa e a região mais preservada de Malta é o Hagar Qim, com um templo construído há cerca de 5 mil anos. Segundo estudos ela é habitada desde cerca de 5200 A. C. e foi uma área importante para uma civilização pré-histórica anterior aos fenícios, os sicilianos.



Hypogeum de Hal Saflieni

Considerado Patrimônio Mundial da UNESCO, o Hypogeum de Hal Saflieni foi descoberto acidentalmente em 1902 por um trabalhador que estava construindo as fundações de algumas casas na ilha de Malta. Foram descobertas uma grande riqueza de material arqueológico, incluindo cerâmicas, ossos humanos, ornamentos, amuletos, animais esculpidos e imagens diversas. Tudo é formado por uma série de câmaras elípticas e alvéolos diversos, com acesso por variados corredores.







As paredes megalíticas são construídas de alvenaria ciclópica, formada por grandes blocos irregulares de pedra calcária sem argamassa e revestidas de pedra comum e obsidiana. O Hypogeum originalmente foi concebido como um santuário ou oráculo, e a partir do período pré-histórico foi transformado em um ossário, como corroboram os restos de mais de sete mil ossadas descobertas ao decorrer das escavações.









Pinturas curvilíneas e espirais em ocre vermelho ainda são visíveis em algumas áreas. Nesse local em 1905, foi encontrada uma pequena estátua denominada “Sleeping Lady”, considerada um dos maiores tesouros de Malta. Entre as curiosidades detectadas, sem dúvida a maior são propriedades acústicas encontradas no interior das suas câmaras. 





Estatua "Sleeping Lady"





Há uma sala central que é conhecida como “A sala do Oráculo” onde qualquer som que seja feito é propagado para todos os compartimentos do complexo na mesma intensidade. Especialistas dizem que foi usada uma espécie de ressonância fractal não-linear. Descobertas recentes indicam que essa ressonância de ondas sonoras, de micro-ondas ou magnéticas pode alterar a matéria de formas inimagináveis. Teorias dizem que ela teria sido usada para escavação, levitação, corte e polimento das rochas. 






Segundo relatos quando se está dentro do Hypogeum é como estar dentro de um grande sino, onde é possível sentir o som vibrar muito além dos ouvidos, dentro de todo o corpo, inclusive nos ossos e na pele. Pesquisadores descobriram que esse som ressoa a 110 Hz dentro da câmara do Oráculo e sugerem que propriedades acústicas com esse som reverberante afetam as emoções humanas. 





Poderia então ter sido projetada intencionalmente de maneira que pudesse afetar a psique das pessoas ou usada como uma poderosa ferramenta mística durante rituais. Portanto é um passado que se revela extremamente avançado, e que guarda consigo instigantes mistérios a serem desvendados neste nosso tempo presente. O que levou este povo a construir tal estrutura, qual sua motivação, por que em subterrâneos? Perguntas que ficam ainda sem respostas e um dos maiores mistérios do mundo.



sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Os Cinco Maiores Mistérios do Universo

Curiosidades
Por Fábio Alves


Desde quando a humanidade tomou consciência de sua realidade no cosmos ela se debruçou sobre várias ciências para entender tudo que nos cerca, indo do micro ao macro. E a física sempre foi sua melhor aliada para descobrir, testar e catalogar fenômenos que podem ser explicados por equações ou experimentações. 

Porém com a imensidão do universo e nosso ainda ínfimo conhecimento do espaço exterior, estamos engatinhando para descobrir e entender incidentes mais complexos do cosmos. Assim trago cinco mistérios que nossa física atual ainda não consegue explicar totalmente.



A matéria escura


A matéria escura é um dos maiores enigmas atuais da física. Ela não tem luz e nem absorve ou emite radiação, não podendo ser vista diretamente. Mas os físicos sabem que ela existe por causa do efeito gravitacional que exerce sobre outros elementos com matéria e sobre a estrutura do Universo. Muitos especialistas acreditam que é composta por partículas massivas que interagem sem força entre elas e, por essa razão, nunca puderam ser detectadas. É portanto a pesquisa mais relevante atualmente para criar um sistema ou teoria que a explique.





A energia escura

Outro grande enigma atual da física, sobre a energia escura os cientistas acreditam que há algo extremamente poderoso que contrapõe a força gravitacional de atração. E também explicaria algo já bastante comprovado que é a constante expansão do universo. A gravidade por si só deveria evitar que isso acontecesse, mas essa energia aparentemente é mais forte. Também não é possível ainda detectar a energia escura não sendo possível comprovar sua existência, mas essa é a única explicação para a expansão. O impressionante é que aparentemente esta energia represente 70% do universo.




A inflação cósmica

Como a teoria do Big Bang não respondia alguns enigmas, os físicos conceberam um conjunto de teorias que chamaram de inflação cósmica. Assim explicaram como o Universo se expandiu de maneira uniforme rapidamente há 13,8 bilhões de anos, se estendendo por partes iguais em todas as direções. Mas a principal duvida era: como duas partes distantes do Universo podem ter a mesma temperatura e densidade sem ter estado em contato?





A inflação cósmica explica esse fenômeno, sugerindo que essas partes chegaram a formar uma unidade e que em menos de um bilionésimo de segundo depois do Big Bang, o universo sofreu um crescimento exponencial que as separou a uma velocidade superior à da luz devido à expansão espaço-temporal. É como se o universo fosse um globo vazio que se inflou de forma repentina e em grande velocidade, expandindo sua matéria, gerando pequenas diferenças de temperaturas com pontos de maior densidade que se materializaram em galáxias e grupos de galáxias, criando as ondas gravitacionais previstas por Albert Einstein. Porém não se sabe como se formou esses conjuntos de estrelas e ondas gravitacionais.



O destino do Universo

Para onde vamos? Essa questão permeia o meio científico desde sempre. A concordância unânime é que isso dependeria de um fator desconhecido que mede a densidade da matéria e a energia que há no cosmos. Se considerarmos que esse fator é maior que a unidade, o universo seria uma esfera. Sem a energia escura mencionada antes, o universo deixaria de se expandir e tenderia a se contrair, provocando um colapso absoluto. Como essa energia escura existe, os cientistas acreditam que o universo seguirá se expandindo de maneira infinita até se esfriar em uma completa ausência de energia.



Os Universos paralelos

Nada nos garante que o universo em que vivemos e o qual observamos seja o único existente. Aparentemente, o espaço-tempo é uma extensão plana, infinita e não curva. Muitos cientistas defendem a hipótese de que é possível que o que chamamos de universo seja somente um entre outros infinitos espaços. Entrando no campo da física quântica, suas leis dizem que a configuração das partículas dentro de cada espaço é finita e que esta configuração deve necessariamente se repetir, o que implicaria na geração de uma infinidade de universos paralelos. Essa foi a última pesquisa de Stephen Hawking antes de seu falecimento.


sexta-feira, 20 de setembro de 2019

Telescópio James Webb - Projeto concluído

Curiosidades
Por Fábio Alves



Em agosto de 2019 a Nasa afirmou que finalmente foi concluída a montagem do ultramoderno telescópio espacial James Webb que irá substituir o lendário Hubble. Declararam que " a montagem do telescópio e seus instrumentos científicos representa uma conquista incrível para toda a equipe", tendo agora seu lançamento programado para 2021.






Nessa fase final da montagem, os engenheiros cuidadosamente moveram o equipamento óptico do telescópio para que ele se acoplasse à espaçonave, que já conta também com parte do aparato de proteção solar para o telescópio. A equipe conectou as duas metades do equipamento mecanicamente, faltando agora realizar testes de conexões elétricas e implantar totalmente o protetor solar de cinco camadas, projetado para manter os espelhos e instrumentos do telescópio na temperatura ideal ao bloquear a luz infravermelha da Terra, da Lua e do Sol.




Muito mais potente que qualquer outro já desenvolvido, o telescópio espacial é otimizado para ver o universo em luz infravermelha, permitindo que os cientistas desvendem ainda mais mistérios ao enxergar muito mais longe e com resoluções e espectros variáveis. 








A grande expectativa esta na performance do James Webb, onde poderá ser usado também na busca por sinais de vida ao analisar a atmosfera de exoplanetas relativamente próximos do Sistema Solar, além de estudar a formação das primeiras estrelas e galáxias do universo, que ocorreu há cerca de 13,5 bilhões de anos.







O telescópio agora entrará em fases de testes. A NASA garante que, individualmente, os componentes estão operacionais, mas é preciso ver como funcionarão juntos. Até o lançamento do JWST, como já é conhecido, previsto para 30 de março de 2021, os testes servirão para evitar o que ocorreu com o Telescópio Hubble, seu antecessor, em que graves erros ópticos tiveram de ser corrigidos em órbita com um custo exorbitante. 





O James Webb ficará a 1,5 milhão de quilômetros da Terra, longe demais para ser resgatado se algo der errado depois de seu lançamento. (Fonte: NASA/Paul Kalas)