terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Star Wars VII O Despertar da Força (sem spoilers)

Filmes Análise
Por Fábio Alves

Quando surgiu em 1977, Star Wars foi descrente até mesmo para os atores envolvidos na produção. Achavam boba a trama, criaturas e robôs que faziam parte das cenas que rodavam, e o cinema de ficção não estava em seu melhor momento. Pouco tempo depois se surpreenderam com o sucesso do primeiro filme e a legião de fãs criada principalmente no EUA, tornando-se um fenômeno cultural.
                
Com os filmes subsequentes, concluindo a trilogia clássica, consolidou o fenômeno e tornou-se uma das maiores sagas do cinema e das mais rentáveis, tornando seu criador, George Lucas, um bilionário. Deve-se destacar que o visionário criador sempre foi de ótima performance tecnológica mas um diretor médio, não tendo muitas afinidades com os atores. Tanto que os filmes seguintes foram dirigidos por outros cineastas.
                
Nos finais dos anos 90,  inicio dos anos 2000 surgiu uma nova trilogia, episódios I, II e III, situada muitos anos antes da trilogia original (episódios IV, V e VI), mostrando os eventos que criaram o antagonista da trama (Darth Vader) e mostrando uma trama mais politizada e com muitos efeitos especiais, mas muito criticada por excessos desses efeitos e com uma trama irregular e as vezes desinteressante, com atores medianos. Ainda sim, manteve o auge da série com ótimo retorno financeiro e trazendo novos fãs para a saga.
                
Em 2012, George Lucas, talvez cansado da franquia ou mesmo sem novas inspirações decidiu vender sua franquia para a toda poderosa Disney por um pouco mais de 4 bilhões de dólares. Assim as expectativas dos fãs foram a mil tanto pelos recursos financeiros da casa do Mickey quanto pelo anuncio imediato de uma nova trilogia. A alegria dos fãs foi completa quando foi anunciado o diretor J.J. Abrams, revitalizador de várias franquias populares como Star Trek entre outras.
                
Assim surgiu Star Wars VII – O Despertar da Força. Um filme muito equilibrado entre antigos personagens e novos, introduzindo uma nova história mas ecoando a antiga, se passando 30 anos após os eventos de O Retorno de Jedi. Personagens clássicos estão de volta como Han Solo, Chewie, e os irmãos Léia e Luke Skywalker. Tudo que os fãs esperam estão lá, desde referências clássicas até o clima sujo e carregado que tanto caracteriza a franquia.


Os efeitos especiais são práticos e muito táteis, caracterizando peso tanto das aeronaves quanto dos cenários, tornando tudo mais realista dentro do contexto, rebatendo a nova trilogia que tanto exagerou dos efeitos, tornando tudo muito superficial. Mas as melhores coisas do novo filme são seu novos personagens, com ótima performance de Daisy Ridley (Rey), John Boyega (Finn) e Oscar Isaac (Poe Dameron) trazendo sangue novo a mitologia e renovando.
                
O novo filme já estreou batendo recorde de bilheteria principalmente nos EUA, reafirmando seu status e pavimentando uma ótima nova trilogia. Quanto a história se destaca um novo embrião do  império, denominada primeira ordem, capitaneada por um novo vilão instável e impulsivo e a certeza de que no final do episódio VI os rebeldes não tiveram uma vitória tão completa assim, ficando sempre resquícios do derrotado. A resistência, equivalente aos rebeldes no poder, mantém um poderio aparentemente limitado, com naves semelhantes as de 30 anos atrás, mas bem efetiva em combate. E no final o que fica é a mesma situação de sempre: a luz contra as trevas. Ambas com suas vantagens, desvantagens e tentações. De que lado você ficará? Que a força esteja com todos!

                              
     Atores Mark Hammil e Carrie Fisher em 1977 e 2015 respectivamente.

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