segunda-feira, 14 de março de 2016

O Robôs de StarWars

Filmes Análise
Por Fábio Alves

Os robôs de StarWars, mais especificamente R2D2 e o C3PO, são uma das coisas mais icônicas e legais da série cinematográfica, visto serem a partir deles que a trama inicia e nos identificamos com suas atitudes, virtudes, fraquezas e até mesmo um senso de humanidade que as vezes falta aos outros personagens humanos. É interessante notar suas fragilidades físicas propositais, assim como nos seres humanos. C3PO é todo duro e desengonçado para andar, como se qualquer empurrão o derrubasse. R2D2 é do tamanho de uma lata de lixo grande, sem nenhum tipo de ergonomia ou agilidade. Mas ambos são extremamente cativantes e até mesmo inocentes. Os primeiros a se relacionarem de forma sincera e simples com eles são as crianças.

Assim em StarWars Uma nova esperança, é a partir dos planos inseridos pela princesa Léia no R2 D2 que a trama se inicia, com a perseguição de Darth Vader pelo planeta desértico Tattoinne. Logo de cara percebe-se que a relação é extremamente humana, com reclamações de C3PO sobre as atitudes e teimosias de R2D2, tics nervosos e outras características humanas. Por ser um ciborgue de protocolo, versado em mais de 6 milhões de linguas, é de se esperar essa comunicação mas, como fez Luke, logo mandou-se calar quando ele iniciava suas opiniões quando estavam sendo vendidos no deserto após serem capturados.

É interessante notar ao longo de toda a série uma automatização robótica, sendo para finalidades específicas como na construção de outros robôs, interlocução, tradução, intercomunicação entre eles mesmos ou de inteligência artificial de naves, onde em O Imperio Contra Ataca, R2D2 “conversa” com a nave Millenium Falcom para descobrir seu problema de não atingir a velocidade da luz. Ao longo dos filmes vemos outros exemplos claros de utilidades, sendo o mais icônico a série de robôs do R2D2, os astromech droids, que são suporte e copilotos para as naves Xwings Starfighters dos rebeldes, tendo cada uma um modelo específico sendo o de Luke Skywalker exatamente o R2D2, onde vemos sua maior interação no planeta Dagoba onde Luke recebe o treinamento de Yoda.

Na trilogia nova (anos 2000) há outras utilidades muito interessantes da robótica que é o exemplo do personagem vilão General Grievous, que é praticamente um robô mas com partes humanas como pulmão, coração e cérebro. E o mais famoso de todos, Darth Vader, que é “metade humano, metade máquina” como disse Obi wan Kenobi. Ele foi conectado a uma armadura com suporte tecnológico que o mantem vivo após o confronto no final de A Vingança dos Sith, sendo totalmente automatizado sua respiração e outras funções vitais. No filme novo, O Despertar da Força, é inserido o novo robô BB8, que é uma das coisas mais criativas surgidas nos últimos anos no cinema pela sua ergonomia (em forma de bola) e interação humana quase que por mímica, onde deduzimos todas suas reações e sentimentos. 

Assim, tanto a robótica quanto a inteligência artificial mantém estrito relacionamento, uma dando suporte a outra em inúmeros campos. Na vida real, já há grandes avanços na área, sendo a inteligência artificial uma das mais estudadas atualmente. E também uma das áreas mais polêmicas, onde há debates contantes quanto a ética, autonomia e substituição de empregos e funções. Deixo no final do artigo uma postagem do blog de um amigo (Gamer Iuri) que explicou com grande competência o estágio atual da inteligência artificial. Até mais!


Inteligência Artificial:
http://gameriuri.blogspot.com.br/2016/03/inteligencia-artificial-ficcao-ou.html

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