sábado, 16 de abril de 2016

Dark Souls III - Breve análise da série e do jogo

Games Análise
Por Fábio Alves


Quando o jogo Dark Souls foi lançado em setembro de 2011 veio como sucessor para aprimorar um jogo excepcional que foi Demon's Souls lançado exclusivamente para o Playstation 3. Mas acabou fazendo mais do que isso: se tornou uma lenda na industria dos videogames e influenciou vários designers e produtores. 

Idealizado por Hidetaka Miyazaki, que entrou para a produtora japonesa From Software para salvar o desenvolvimento de Demon's Souls que estava travado, implementou sua visão de jogo e design que foi tão bem concebida que se tornou um sucesso comercial e de crítica, levando ele de um mero produtor para presidente da empresa. 


Seu jogo segue um estilo único, tanto em história quanto jogabilidade. A história se inicia no reino fictício de Lordran contando todos os fatos de forma camuflada e intercalada em conversas com outros personagens ao longo do jogo e através de itens, com pouquíssimos vídeos e explicações. Assim cabe ao jogador ir descobrindo o lore do jogo aos poucos e procurando ligar todos para entendimento. O jogador encarna o papel de um humano amaldiçoado que foi incumbido de uma missão de derrotar vários aliados de um lorde que domina a chamada Era do Fogo em que estão inseridos, e assim decidir o destino dos mortos vivos. Assim, de forma simples e sem muitas informações, inicia-se a peregrinação infernal. 

Dificuldade elevada, mesmo para simples inimigos, muita estratégia de luta e defesa e montagem correta de uma build são as principais características de jogabilidade do jogo que o tornaram tão famoso, afastando os menos persistentes e premiando os corajosos. Com gráficos ótimos para a época, manteve toda uma primazia ao interligar todos os ambientes, criando um enorme labirinto mas salvo pela famosa fogueira (Bonfire) ao qual é um dos poucos momentos em que se podia respirar, onde se podia subir de level, trocar suas almas ganhas do inimigos derrotados por itens e montar estratégias para encarar novamente os inimigos pois voltavam após essa pausa na fogueira.   

O segundo jogo, Dark Souls II foi lançado em março de 2014, mantendo as mesmas características e ampliando a história, mas com muito mais armas e itens porém retirando o estilo interligado das fases que ficou tão famoso em Dark Souls I. Ainda assim foi um jogo maior que o primeiro e manteve sua jogabilidade intacta. Em março de 2015 foi lançado exclusivamente para o Playstation 4, Bloodborne, que pode ser considerado um spin off da série porém com as mesmas características de dificuldade, com evolução técnica e de gráficos, visto ser o primeiro da nova geração e alterações na jogabilidade, onde foi retirado os famosos escudos mas inserindo armas de fogo, criando assim uma nova dinâmica.


E chegamos finalmente em abril de 2016 com Dark Souls III. Há informações que seria o último da série mas duvido muito visto o sucesso da franquia. Houve melhoras em vários aspectos, desde os gráficos que foram uma evolução considerável de Bloodborne e estão belíssimos considerando o poder de renderizar cenários e chefes de fases enormes e desafiadores e uma jogabilidade mais refinada, com a inserção das weapons arts, aprimorando ainda mais e tornando tudo um pouco mais rápido e menos cadenciado. Mas nada que jogadores veteranos não possam se adaptar. 


Quanto as fases, estão todas mais lineares e menos interligadas porém com grande extensão e consequentemente uma enorme imersão nesse mundo decaído. Duas coisas podem ser consideradas falhas no novo jogo: uma delas são problemas técnicos com eventuais quedas de frame, algo que espera-se que seja consertado com novos updates e a outra com relação ao estilo consagrado do jogo. Há um certo desgaste no estilo de armadilhas e desafios, sendo quase uma repetição de outros jogos da série. Para jogadores veteranos fica fácil descobrir como superar esses desafios e suas resoluções. Assim acredito que comece haver um certo desgaste na fórmula e cabe a produtora repensar em possível sequencia. Mas nada que tire o brilho de Dark Souls III porque tudo é realizado de forma extremamente competente utilizando o melhor de todos os jogos da série até aqui. 


Fica assim recomendado o jogo para os veteranos da série e para quem esta atras de um desafio novo e com alto grau de dificuldade mas extremamente recompensador. E como já li em várias análises: há um enorme abismo entre os jogadores que terminaram Dark Souls e os que não jogaram ou desistiram na tentativa. Até a próxima !



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